Os golpes aplicados por hackers por meio dos smartphones estão aumentando, ainda mais agora que as pessoas estão enfrentando momentos difíceis, motivados por fatores como pandemia, crise econômica, desemprego etc.

Conforme reportagem veiculada pelo Jornal Valor Econômico em agosto de 2020, de janeiro a abril, a Interpol identificou 907 mil spams e 48 mil links suspeitos relacionados à Covid-19

Os criminosos estão aproveitando deste momento de maior vulnerabilidade das pessoas para praticar os ataques de Phishing usando o celular.

As formas de ataque são variadas e os criminosos estão sempre aperfeiçoando suas técnicas, adaptando o golpe conforme a época do ano. Na Black Friday, por exemplo, a oferta de produtos que não existem a preços atrativos é a bola da vez.

Mas afinal, o que é Phishing?

A palavra Phishing significa pescaria em inglês. O nome é usado pois da mesma forma que na pescaria é usada uma isca, os cibercriminosos também criam uma isca digital para atrair a vítima da fraude virtual.

O objetivo do criminoso é a captura de dados por meio de links de promoções, vídeos íntimos, convites para participar de grupos etc.

Ao clicar no link pensando se tratar de conteúdo de interesse, a vítima permite o acesso a dados pessoais que serão usados pelos criminosos para prática do crime digital, como por exemplo clonagem de cartão de crédito, acesso a conta corrente, redes sociais etc.

O uso de sites falsos também é muito comum, o criminoso imita o site de um serviço de Internet ou de um banco, por exemplo, criando uma verdadeira armadilha digital, para que a vítima, pensando se tratar do site verdadeiro, insira seus dados, senha etc.

O acesso à Internet através de rede de wi-fi pública também pode fazer com que seu celular sofra algum ataque, mas estas não são as únicas formas, uma vez que todos os dias surgem novos tipos de ataques como novos disfarces.

Como se proteger dos ataques de Phishing?

A melhor arma contra o Phishing é a prevenção. O stress e a correria do dia a dia fazem com que as pessoas realizem muitas tarefas automaticamente, sem prestar atenção ao que estão fazendo, e isso facilita a ação do cibercriminoso.

A dica é estar sempre atento a links duvidosos, principalmente aquele tipo de link “curto” em que fica difícil identificar a origem, sempre desconfiando de ofertas atrativas demais e incomuns ao que o mercado pratica.

Evitar conteúdos compartilhados em grupos de mensagens em que os participantes não se conhecem. Há grupos com centenas de participantes e não há como saber se entre eles há alguém mal intencionado.

A atenção deve ser redobrada em datas comemorativas que geram muita procura dos consumidores por produtos, como dia dos pais, das mães, dos namorados, páscoa etc.

Além disso, é imprescindível proteger seu smartphone, com programas antivírus, há muitos deles disponíveis para download gratuito. Há também versões pagas que prometem uma proteção ainda mais efetiva.

Conclusão

Os criminosos são criativos e perspicazes, por isso não baixe a guarda, na dúvida, não acesse o conteúdo. Suspeite de e-mails ou links com erros ortográficos, não faça login em contas em redes públicas não seguras, verifique se no endereço consta o “s” após o http, pois isso significa que o site é seguro. A regra é: na dúvida, não clique!

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